terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Estupro e mutilação sexual são usados como arma de guerra, e ninguém faz nada!



Na República Democrática do Congo a violência sexual de mulheres, crianças e até homens, vem sendo usada como arma de guerra há mais de uma década. Entretanto o mundo observa este genocídio com desprezo...


Tudo começou em Ruanda, país vizinho ao Congo em 1994. Estima-se que 250 mil mulheres tenham sido estupradas e torturadas sexualmente durante os 100 dias de genocídio.

Funcionários da ONU disseram que os estupros mais sádicos são cometidos por assassinos depravados que participaram do genocídio de 1994 em Ruanda, escapando em seguida para o Congo. Esses ataques deixaram milhares de mulheres com suas partes internas destruídas.
Dezenas de milhares de mulheres, possivelmente centenas de milhares, foram estupradas e mutiladas nos últimos anos como demonstração de força...A idade não importa, de crianças de 3 anos de idade a senhoras de 75 anos todas são vítimas dos rebeldes vindos de Ruanda. A prática já se espalhou tanto pelo país, que agora até civis do Congo participam das barbáries.


E muitos desses estupros foram marcados por um nível de brutalidade chocante, até mesmo para os distorcidos padrões de um local assombrado por senhores da guerra e soldados infantis entupidos de drogas.

Para muitas vítimas, as principais conseqüências dessas violações são as doenças sexualmente transmissíveis, como HIV e Aids. Em 2003, organizações humanitárias apresentaram um relatório onde se podia ler que, muitas vezes, a transmissão de doenças sexuais era o principal objetivo desses estupros.
Conseqüências
Muitas mulheres ainda sofrem com problemas de fístulas que provocam uma evasão incontrolável de líquidos pelo canal vaginal.
Para o médico Jonathan Lusi, que passou muitos anos operando vítimas de estupros de guerra, em Goma, no Congo, em uma primeira instância, pensou-se que as fístulas eram provocadas por partos mal-feitos.

Depois, ele e sua equipe descobriram que esses abscessos eram formados pelos estupros coletivos, que acabavam por destruir o canal genital das mulheres.
De acordo com a escritora e psicóloga ruandense, Esther Mujawayho, as vítimas, em sua maioria, são rejeitadas por suas famílias e comunidades.
"Muitas pessoas simples não querem nem ouvir falar desses crimes sexuais e se fecham, horrorizadas com o fato".

Esta rejeição de mulheres vitimadas acaba provocando a desintegração da própria comunidade e acaba repercutindo economicamente para essas comunidades, segundo Venantie Bisimwa, secretária-executiva de uma organização que luta pelos direitos dessas mulheres, com sede na cidade congolesa de Bikavu, no leste do país.
De acordo com Bisimwa, as mulheres estupradas se tornam doentes e depressivas, parando de trabalhar, o que significa paralisia nas atividades agrícolas.
Elas acabam não tendo nada para vender nos mercados, locais onde, geralmente, acontecem esses estupros, acrescentou Venantie Bisimwa. O resultado é o desastre financeiro para a família da vítima.

Cenas comuns no Congo:


Mulher sendo estuprada e mutilada.

Estupro e assssinato.

Quando chegou à clínica, a mulher levava um saco de plástico. Contou que andava à procura das suas filhas pequenas já há algum tempo. Dirigiu-se ao chefe da milícia na aldeia e perguntou-lhe se ele tinha visto as meninas. Ele riu-se dela e disse: “Comeste todos os dias. Achas que sacrificamos cabras?”, e deu-lhe os ossos. Desde então ela leva no seu saco de plástico os dois pequenos crânios, os restos das filhas.

Outra mulher levantou a saia. Entre jorros de sangue e pus apareceu o filho, estava grávida de seis meses. Tinha sido violada várias vezes por muitos homens. Todo o seu ventre era uma ferida enorme e terrível. O bebé entrou imediatamente na sala de operações. Não sobreviveu.

As cenas que ocorrem no pavilhão para mulheres violadas do Hospital de Panzi, da cidade congolesa de Bukavu, em algumas ocasiões ultrapassam o imaginável. Não são raros os casos de mulheres que, após terem sido violadas, levam um tiro na vagina

Uma mulher foi violada e o marido obrigado a assistir, depois os homens armados despedaçaram o marido vivo e obrigaram a mulher a comer os genitais.

“Há dez anos que só consigo dormir com soníferos” – conta Christine Schuler-Deschryver, que se ocupa do pavilhão das mulheres do Hospital de Panzi por encargo da Sociedade alemã para a Cooperação Técnica (GTZ). “Isto não é uma guerra, é terrorismo sexual.”

Mas o pior é que:
Apesar de todo este horror, desde as eleições de 2006, no Congo há oficialmente paz e democracia, por isso o caos em Kivu é um problema que se destaca ainda mais.

É um escândalo. A comunidade internacional, que hoje lamenta em público sem reservas a sua passividade durante o genocídio ruandês, no Congo permanece agora de braços cruzados perante os sucessores ativos daquele genocídio. 

Quando é que esses países que se dizem desenvolvidos e civilizados, como França e Bélgica, responsáveis pela colonização do Congo e de Ruanda, e portanto, participantes diretos nessa tragédia, vão tirar a mão dos olhos, metê-las no bolso e dar um basta a essas atrocidades?


Será necessário que aconteça um terremoto como o que aconteceu no Haiti para que o mundo olhe para esses infelizes humanos que tiveram o azar de nascerem nesses países sem lei?

Como disse a responsável pela enfermaria das mulheres do Hospital de Panzi:  “Isto não é uma guerra, é terrorismo sexual.”



Sinceramente, eu não consigo entender!!!

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18 comentários:

Roberto Ferreira disse...

Nem se eu pudesse gritar a ponto de todo mundo ouvir, nem mesmo meu silêncio podem descrever o que acabei de ver e ler...
Um imenso vazio e o que sinto...Só isso

celiabrandao disse...

Tenho trabalhado todos eses anos com a questão da violência e reitero as palavras de Elisabeth Roudinesco de que a besta humana não é o animal é o Homem. Meu site www.celiabrandao.com

Mari Mm's disse...

Chocada! Como pode, países desenvolvidos não tomarem qualquer providencia?

Beto Fera disse...

É um absurdo Mari! Parece até que o plano é acabar com a miséria deixando os miseráveis se matarem...

José disse...

Não tenho como expressar o que sinto. Lá não tem petróleo, não tem ouro, só tem pessoas, o que não interessa aos paises "desenvolvidos" que com um pequeno esforço poderiam acabar com isso. Chamo de isso poruqe não sei como se chama a vontade de mutilar as pessoas.

Anônimo disse...

O mundo perdeu o senso de valores humanos. Que brutalidades se cometem em nome dos intereses de alguns. Só Deus pode mudar esse quadro na história humana.

Anônimo disse...

é lamentavél, nestas horas vemos até que ponto pode chegar a maladade humana, será que eles são de fato humanos, porque para mim não parece. os animais matam por sobrevivência e o homem só por maldade. Nestas horas vemos o que a ganancia faz enquanto o país tinha ouro era lembrado, agora não têm ninguem por eles, nesta hora temos que para e ver o que vale apena nesta vida... não é o dinheiro., porque o dinheiro não vai trazer a felicidade a estas mulheres elas vão viver traumatizadas pelo resto da vida se é que vão viver.doi o coração, o que acabamos de ler e ver.

Anônimo disse...

Nem sei o que dizer perante tanta crueldade, não consigo entender o que leva alguém gostar de ver outro sofrer.È o velho ditado quanto mais conheço o ser humano mais gosto dos animais.

Anônimo disse...

pais sem lei alguma,monstros filhos do diabo.

luisa pinto disse...

meu deus olhe por essas mulheres eu tb custumo dizer quanto mais conhecemos as pessoas mais gosto dos animais nao sei o governo de la ao ver isto nao faz nada de certeza nao deve ter filhas e muito mais um coraçao sao homens sem coraçao e sem cosciencia e os seus filhos ao acistir a isto desde novos vao fazer o mesmo axo kl alguem deveria fazer alguma coisa estou bastante chocada e triste que neste momento quantas mulheres estao a sofrer

Anônimo disse...

estou sofrendo muito

Anônimo disse...

gente uma pessoa que faz isto com outra pessoa so pode estar sobre o dominio do DEMONIO.E FALTA DE DEUS NO CORAÇÃO.BJS

Anônimo disse...

bem que a avaaz.org poderia fazer um abaixo assinado pedindo aos países ou à ONU que tome alguma providência.

Anônimo disse...

OS ALIADOS DA O.A.C NA ÁFRICA (AGINDO SECRETAMENTE) ACABARÃO COM ESSAS AGRESSÕES À VIDA. APENAS AGUARDEM...

Anônimo disse...

QUEM VAI ESTAR PREUCUPADO COM UM BANDO DE PRETOS SELVAGENS E TRIBAIS?ELES FAZEM ISSO A MILHARES DE ANOS..APENAS DEIXARAM O ARCO E A FLECHA E AGORA USAM FUZIS AUTOMATICOS.

Anônimo disse...

´Depois ainda falam em inferno, fim do mundo... no mundo de hoje há muita hipocrisia. França e Bélgica, potências colonialistas deveriam fazer algo pelos Congo ? E o Vaticano ? Não tem poder para nada ? Porque o Vaticano não levanta esta bandeira ? Será porque os pobres do Congo não contribuem com nada ? Ridículos e hipócritas...

Ana Carolina Carvalho disse...

lamentável, corações de pedra, uma tristeza de não podermos fazer nada para mudar tudo isso. Não posso ajudar essas mulheres apenas orar para Deus protegê-las e a suas crinças. Todas as vezes que leio coisas como essas minha alma chora..

Anônimo disse...

Estou chocada!Meu Deus como existir tanta maldade e tanta crueldade em um ser humano?,Por favor Jesus eu te peço,salve estas pessoas de tanta crueldade.

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