quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Enquanto você pulava carnaval soltaram o assassino do João Hélio!


Quem não se lembra?

Um roubo de carro na zona norte do Rio de Janeiro em 2007.

Seria só mais um entre tantos outros, se dentro do carro roubado não estivesse um monstro chamado Ezequiel Toledo de Lima, que era menor de idade quando cometeu o crime, e foi o responsável por impedir que a mãe soltasse o filho do cinto de segurança, fecchando a porta do automóvel.

Resultado?


A morte estúpida de um menino de 6 anos, arrastado e dilacerado por 14 ruas, do bairro de Oswaldo Cruz. Respingos de sangue e resquícios de massa encefálica foram apanhados em diversos pontos do trajeto percorrido pelos ladrões, que levaram João Hélio Fernandes Vieites, preso pelo cinto segurança, do lado de fora do carro pelos bairros de Oswaldo Cruz, Madureira, Campinho e Cascadura.

Além do monstro Ezequiel, silhueta em preto (era menor na época), também responderam pelo crime seu irmão Carlos Eduardo Toledo Lima, 23 anos, condenado a 45 anos de prisão anos; Diego Nascimento da Silva, 18, condenado a 44 anos e três meses de prisão; Thiago Abreu Matos, 19, que pegou pena de 39 anos de prisão; e Carlos Roberto da Silva, 21, condenado a 39 anos.

De 2007 vamos dar um pulo para 10 de fevereiro deste ano.
 
Semana passada...
Provavelmente você já se preparava para o feriadão. Pra pular seu carnaval ou dar um passeio com sua família, enquanto em alguma sala bem refrigerada, sentado em uma cadeira acolchoada, um juiz da 2ª Vara da Infância e Juventude, Marcius da Costa Ferreira, dava uma "canetada" e soltava o monstro do Ezequiel!

Qual a justificativa?

"Conforme a lei, Ezequiel já tinha o direito à liberdade, após cumprir três anos de medida sócio-educativa em uma instituição na Ilha do Governador."

E não ficou só nisso, devido a uma suposta ameaça de morte, o monstro será protegido agora pelo Estado, com seu dinheiro leitor!
Ele pode ter sua identidade mudada, ir morar em outra cidade com a ficha mais limpa que a do anjo gabriel...

E pra piorar de vez, ainda apareceu uma  ONG internacional, de "direitos humanos" querendo levar o pobre rapaz para a Suíça com toda a sua família!
Pasmem amigos...

O indivíduo moe uma criança viva diante da sua mãe e após três anos de medida socio-educativa ganha de presente uma estadia na Suiça.
Os pais do menino nem quiseram se manifestar.

— Já sofremos demais com este assunto — disse Elso Vieites, pai de João Hélio.

O advogado que representa a família de João Hélio, Gilberto Pereira da Fonseca, só lamentou que a decisão não é passível de recurso.

— Não podemos fazer nada. Isso agride a todos. A lei no Brasil é um incentivo à criminalidade — reclamou o advogado.


Será verdade que nossos magistrados estariam assim tão manietados pela lei que não podem obedecer seu senso de justiça?

Será que lei, tribunais, togas e canetadas são sinônimo de justiça?

A Alemanha Nazista tinha seus tribunais e quem condenavam os judeus a morte e à tortura eram juízes baseados em leis!

E a escravidão que alimentou a economia mundial com o sangue dos negros durante centenas de anos não estava alicerçada em tribunais e leis?

Justiça é muito diferente de cumprimento de lei.

A desculpa da nossa justiça é que os legisladores não mudam as leis!
Se os legisladores não fazem sua parte mudando nossas leis arcaicas, para crimes que nem existiam quando elas foram redigidas, cabe ao juiz em toda sua autoridade usar de bom senso, inteligência, perspicácia e buscar um modo de manter encarcerados esses monstros.
Tomemos como exemplo Caso Liana Friedenbach e Felipe Caffé.


Um crime ocorrido em Embu-Guaçu, interior de São Paulo, no dia 5 de novembro de 2003, e que causou profunda indignação na sociedade brasileira, e reacendeu o debate a respeito da maioridade penal no Brasil. O crime consistiu no assassinato do jovem Felipe Silva Caffé (19 anos) e da menor Liana Bei Friedenbach (16) pelo menor infrator conhecido como "Champinha", além do estupro e tortura desta última.

Champinha foi cumprir sua medida "sócio educativa", e quando chegou a hora de soltá-lo, um laudo elaborado por psiquiatras da Febem chegou a afirmar que o comportamento do "Champinha" era exemplar. Os peritos disseram que ele era um dos melhores alunos nas aulas de artesanato; apresentava avanços nas aulas de matemática e, sendo rapaz educado, nunca se meteu em confusões. Concluíram que apresentava apenas um retardamento mental moderado e que foi coagido a cometer os assassinatos.

Mas o juiz da Vara da Infância e da Juventude não aceitou o laudo da Febem e determinou que outro fosse feito por psiquiatras forenses do Instituto Médico Legal. Este laudo chegou a uma conclusão bem diferenciada do primeiro.


De acordo com os especialistas do IML, "Champinha" revelava uma personalidade de grande periculosidade agindo por impulso sendo portanto incapaz de conviver em sociedade.
Acatando as conclusões do laudo do IML, o juiz ordenou a internação de "Champinha", por tempo indeterminado, na clínica psiquiátrica do Hospital de Tratamento e Custódia, na cidade de São Paulo.


E aí Exmo Sr juiz Marcius da Costa Ferreira, será que V. Exa não poderia ter sido um pouco mais criterioso e menos burocrático?



Gostaria de vê-lo dar essa desculpa de que estava cumprindo a lei para os pais do João Hélio, olhando-os nos olhos envelhecidos e embaçados pelo sofrimento!

Coisas do Brasil...

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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Imagem da semana...





Um helicóptero da TV Record caiu no Jockey Club de São Paulo na manhã desta quarta-feira. Uma pessoa morreu no acidente e outra ficou ferida e foi socorrida. As informações são do Corpo de Bombeiros. Segundo a emissora, morreu no acidente o piloto Rafael Delgado Sobrinho e ficou ferido em estado grave o cinegrafista Alexandre Borracha.







Depoimento do piloto do Globocop que filmou a queda do colega:




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terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Estupro e mutilação sexual são usados como arma de guerra, e ninguém faz nada!



Na República Democrática do Congo a violência sexual de mulheres, crianças e até homens, vem sendo usada como arma de guerra há mais de uma década. Entretanto o mundo observa este genocídio com desprezo...


Tudo começou em Ruanda, país vizinho ao Congo em 1994. Estima-se que 250 mil mulheres tenham sido estupradas e torturadas sexualmente durante os 100 dias de genocídio.

Funcionários da ONU disseram que os estupros mais sádicos são cometidos por assassinos depravados que participaram do genocídio de 1994 em Ruanda, escapando em seguida para o Congo. Esses ataques deixaram milhares de mulheres com suas partes internas destruídas.
Dezenas de milhares de mulheres, possivelmente centenas de milhares, foram estupradas e mutiladas nos últimos anos como demonstração de força...A idade não importa, de crianças de 3 anos de idade a senhoras de 75 anos todas são vítimas dos rebeldes vindos de Ruanda. A prática já se espalhou tanto pelo país, que agora até civis do Congo participam das barbáries.


E muitos desses estupros foram marcados por um nível de brutalidade chocante, até mesmo para os distorcidos padrões de um local assombrado por senhores da guerra e soldados infantis entupidos de drogas.

Para muitas vítimas, as principais conseqüências dessas violações são as doenças sexualmente transmissíveis, como HIV e Aids. Em 2003, organizações humanitárias apresentaram um relatório onde se podia ler que, muitas vezes, a transmissão de doenças sexuais era o principal objetivo desses estupros.
Conseqüências
Muitas mulheres ainda sofrem com problemas de fístulas que provocam uma evasão incontrolável de líquidos pelo canal vaginal.
Para o médico Jonathan Lusi, que passou muitos anos operando vítimas de estupros de guerra, em Goma, no Congo, em uma primeira instância, pensou-se que as fístulas eram provocadas por partos mal-feitos.

Depois, ele e sua equipe descobriram que esses abscessos eram formados pelos estupros coletivos, que acabavam por destruir o canal genital das mulheres.
De acordo com a escritora e psicóloga ruandense, Esther Mujawayho, as vítimas, em sua maioria, são rejeitadas por suas famílias e comunidades.
"Muitas pessoas simples não querem nem ouvir falar desses crimes sexuais e se fecham, horrorizadas com o fato".

Esta rejeição de mulheres vitimadas acaba provocando a desintegração da própria comunidade e acaba repercutindo economicamente para essas comunidades, segundo Venantie Bisimwa, secretária-executiva de uma organização que luta pelos direitos dessas mulheres, com sede na cidade congolesa de Bikavu, no leste do país.
De acordo com Bisimwa, as mulheres estupradas se tornam doentes e depressivas, parando de trabalhar, o que significa paralisia nas atividades agrícolas.
Elas acabam não tendo nada para vender nos mercados, locais onde, geralmente, acontecem esses estupros, acrescentou Venantie Bisimwa. O resultado é o desastre financeiro para a família da vítima.

Cenas comuns no Congo:


Mulher sendo estuprada e mutilada.

Estupro e assssinato.

Quando chegou à clínica, a mulher levava um saco de plástico. Contou que andava à procura das suas filhas pequenas já há algum tempo. Dirigiu-se ao chefe da milícia na aldeia e perguntou-lhe se ele tinha visto as meninas. Ele riu-se dela e disse: “Comeste todos os dias. Achas que sacrificamos cabras?”, e deu-lhe os ossos. Desde então ela leva no seu saco de plástico os dois pequenos crânios, os restos das filhas.

Outra mulher levantou a saia. Entre jorros de sangue e pus apareceu o filho, estava grávida de seis meses. Tinha sido violada várias vezes por muitos homens. Todo o seu ventre era uma ferida enorme e terrível. O bebé entrou imediatamente na sala de operações. Não sobreviveu.

As cenas que ocorrem no pavilhão para mulheres violadas do Hospital de Panzi, da cidade congolesa de Bukavu, em algumas ocasiões ultrapassam o imaginável. Não são raros os casos de mulheres que, após terem sido violadas, levam um tiro na vagina

Uma mulher foi violada e o marido obrigado a assistir, depois os homens armados despedaçaram o marido vivo e obrigaram a mulher a comer os genitais.

“Há dez anos que só consigo dormir com soníferos” – conta Christine Schuler-Deschryver, que se ocupa do pavilhão das mulheres do Hospital de Panzi por encargo da Sociedade alemã para a Cooperação Técnica (GTZ). “Isto não é uma guerra, é terrorismo sexual.”

Mas o pior é que:
Apesar de todo este horror, desde as eleições de 2006, no Congo há oficialmente paz e democracia, por isso o caos em Kivu é um problema que se destaca ainda mais.

É um escândalo. A comunidade internacional, que hoje lamenta em público sem reservas a sua passividade durante o genocídio ruandês, no Congo permanece agora de braços cruzados perante os sucessores ativos daquele genocídio. 

Quando é que esses países que se dizem desenvolvidos e civilizados, como França e Bélgica, responsáveis pela colonização do Congo e de Ruanda, e portanto, participantes diretos nessa tragédia, vão tirar a mão dos olhos, metê-las no bolso e dar um basta a essas atrocidades?


Será necessário que aconteça um terremoto como o que aconteceu no Haiti para que o mundo olhe para esses infelizes humanos que tiveram o azar de nascerem nesses países sem lei?

Como disse a responsável pela enfermaria das mulheres do Hospital de Panzi:  “Isto não é uma guerra, é terrorismo sexual.”



Sinceramente, eu não consigo entender!!!

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