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domingo, 30 de janeiro de 2011

Depressão pós-férias... Isso existe?


Se você é estudante e já entra em pânico só de ver propaganda de papelaria vendendo caderno...


Se a última semana das férias você só consegue pensar no trabalho... 
Você pode estar sofrendo de "Depressão Pós-Férias"!

Vinte e três em cada 100 brasileiros têm depressão quando voltam de férias

Rio - Quem nunca reclamou de voltar ao escritório depois de tirar merecidas férias que atire o primeiro grampeador. É normal se sentir cansado, ansioso ou estressado depois de um período longe do trabalho. Mas fique atento: se você chegou de férias há mais de duas semanas e ainda está desanimado, pode estar sofrendo da chamada depressão pós-férias.
Segundo um estudo realizado pela Isma-BR (International Stress Management Association no Brasil), 23% dos brasileiros sofrem com o problema. Os principais sintomas são dores, enxaquecas, cansaço, angústia e ansiedade.
“Tenho a sensação de que passou rápido demais, de que as férias poderiam ser mais bem aproveitadas”, conta a analista de seguros Júlia Diniz, 26, que acabou de voltar de uma temporada na Europa. “Foram férias incríveis, é ruim voltar à rotina. Viagem, agora, só a trabalho”, diz ela.
“Se a depressão continuar um mês depois que a pessoa já voltou ao trabalho, é preciso fazer uma autoavaliação e e até procurar um médico”, explica a presidente da Isma-BR, Ana Maria Rossi.
VOLTE À ROTINA NAS FÉRIAS

Segundo Ana, os sintomas podem significar descontentamento com o ambiente de trabalho ou com a falta de reconhecimento profissional. “Nesse caso, a pessoa deve buscar alguma atividade que a faça se sentir gratificada. Trabalho voluntário, por exemplo”, aconselha Ana.
Outra dica é se preparar para voltar à rotina 72 horas antes do fim das férias: voltar a dormir no horário normal, alimentar-se bem, praticar exercícios e evitar bebidas alcoólicas, principalmente nos primeiros dias de trabalho. “Não adianta tentar usar álcool ou remédios para tentar fugir dos problemas. O álcool pode estimular a depressão, e a automedicação é perigosa”.
“Eu costumava aproveitar até o último dia de férias, mas agora, para me sentir menos chateado, tiro uns dias para reorganizar a minha vida antes de voltar ao trabalho”, ensina o engenheiro Pedro Gama, 38.


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domingo, 29 de novembro de 2009

Dez perguntas e respostas sobre a depressão



A depressão é uma doença que já atinge cerca de 121 milhões de pessoas no mundo inteiro.
Mas afinal, todos os pontos estão claros? O psiquiatra professor da Unifesp Dr. Acioly Lacerda responde 10 questões sobre a síndrome que, de acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), é a quarta causa global de incapacidade e deve ser a segunda até o ano de 2020.




1. O que é depressão? 

A depressão é uma doença complexa que afeta corpo e mente e manifesta-se por sintomas emocionais e físicos. Conhecida também como Transtorno Depressivo Maior (TDM), é caracterizada por sinais que interferem na habilidade para trabalhar, estudar, comer, dormir e apreciar atividades antes agradáveis.

2. Tristeza é sinônimo de depressão?

Não. Tristeza isolada não é depressão, apenas um sentimento universal, assim como a ansiedade. Logo, não é necessariamente patológico, fazendo parte da experiência psíquica normal.

3. Quais são as causas da depressão?

As causas da depressão ainda são desconhecidas. A teoria neuroquímica é a mais aceita e sugere que uma disfunção no sistema nervoso central é a responsável pela doença. A diminuição dos neurotransmissores serotonina e noradrenalina no sistema nervoso central são os responsáveis tanto pelo aparecimento dos sintomas emocionais quanto físicos da depressão.


4. Quais são os principais sintomas? 

A depressão se manifesta por sintomas emocionais e físicos. Os principais são:
. Sintomas emocionais: tristeza, perda de interesse, ansiedade, angústia, desesperança, estresse, culpa, perda da libido, dificuldade de raciocínio, indecisão, baixa auto-estima, alterações no sono, ideação suicida, entre outros;

. Sintomas físicos: baixa energia, alterações no sono, dores inexplicáveis pelo corpo (sem causa clínica definida), dor de cabeça, alterações no apetite, alterações gastrintestinais, alterações psicomotoras, entre outras.

5. Quais sinais comprovam um quadro de depressão? 

Para o indivíduo ser diagnosticado como deprimido, deve reunir pelo menos cinco dos sintomas acima, sendo que um deles tem que ser tristeza ou perda do interesse em atividades antes prazerosas, com duração mínima de duas semanas.


6. Ao notar os sintomas, qual profissional de saúde devo procurar?
 
Ao reconhecer ou desconfiar de um quadro depressivo é imprescindível procurar um médico psiquiatra, ele é o profissional mais indicado para diagnosticar e tratar a depressão.


7. Todas as pessoas estão sujeitas a ter depressão?

Sim, porque existem diferentes motivos que predispõem à doença:
· fator genético - história familiar de depressão;
· estresse crônico - situações repetidas de estresse;
· perdas parentais precoces - morte de um dos genitores na infância;
· história de qualquer tipo de abuso na infância;
A depressão tem causas multifatoriais (fatores genéticos/biológicos e ambientais/ psicossociais) que sempre se somam para a determinação de uma apresentação clínica final. Nas mulheres, os períodos pré-menstrual, pós-parto e menopausa são de maior risco para desenvolver a doença também. Cerca de 17,5% da população apresentará pelo menos um episódio depressivo ao longo da vida.


8. Há uma faixa etária mais vulnerável à doença? 

Sim. A maioria dos casos de depressão acomete indivíduos entre 20 e 40 anos de idade. Mas é importante dizer que a doença pode se iniciar em qualquer faixa etária, da infância à terceira idade.

9. Qual o melhor tratamento?

A maioria (cerca de 2/3) dos pacientes com depressão apresenta dores persistentes combinadas com sintomas emocionais. Assim, a doença deve ser tratada através de psicoterapia e o uso de antidepressivo com dupla ação, como a duloxetina. Essa classe de medicamento age de forma equilibrada sobre a serotonina e a noradrenalina, combatendo os sintomas emocionais e físicos. É importante deixar claro que isso não é uma regra, portanto varia de acordo com o paciente e que a procura por ajuda médica é indispensável.


10. A depressão tem cura?

O objetivo central do tratamento da depressão é a remissão (melhora completa da sintomatologia depressiva). Como grande parte das doenças, há sempre um risco de, mesmo tratado corretamente, o paciente apresentar recaída no futuro (cerca de 80% das pessoas que apresentaram um episódio depressivo devem apresentar um ou mais episódios adicionais).
A depressão, portanto, é, na maioria das vezes, uma doença crônica, assim como diabetes e hipertensão. Quando tratada adequadamente, o paciente leva uma vida absolutamente normal.

Fonte


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sábado, 31 de outubro de 2009

Kurt Cobain, quando a depressão venceu o talento e o sucesso!


Para comemorar o Halloween, ontem, foi realizada a 1ª Twéance - nome que deriva da junção das palavras Twitter e Séance, uma curiosa "sessão espírita" na qual os usuários do Twitter, enviaram mensagens para seus ídolos falecidos.

Até o momento, os nomes mais votados para a suposta necromancia são os de Michael Jackson e Kurt Cobain.

A vida do Michael Jackson já foi tão exposta e de tantas formas, que qualquer zigoto recém fertilizado é capaz de reconhecê-lo e contar sua história.

Mas quem é esse tal de Kurt Cobain?
Kurt ficou famoso como fundador, guitarrista e vocalista da banda Nirvana.
Considerada a maior banda grunge da história e uma das maiores do mundo do rock.

Sua canção mais famosa, "Smells Like Teen Spirit" está entre as 20 melhores músicas da história, além de ser considerada a segunda melhor música dos últimos 20 anos.

Kurt foi uma criança tímida, filho de pais divorciados, que abandonou os estudos cedo empunhando uma guitarra e um talento inquestionável.

Mas nem o sucesso e tudo que ele proporciona conseguiram calar a dor imensa que o Kurt demonstrava em suas músicas e na sua relação com seu público.

Sua vida marcada pela depressão, desgastes emocionais e vícios em drogas terminou no dia 5 de abril de 1994.

Kurt se matou com um tiro na cabeça no auge de sua curta e meteórica carreira.

Deixou uma carta para sua esposa e sua filha:

"Falando como um simplório experiente que obviamente preferiria ser um efeminado, infantil e chorão. Este bilhete deve ser fácil de entender.
Todas as advertências dadas nas aulas de punk rock ao longo dos anos, desde minha primeira introdução a, digamos assim, ética envolvendo independência e o abraçar de sua comunidade, provaram ser verdadeiras.

Há muitos anos eu não venho sentindo excitação ao ouvir ou fazer música, bem como ler e escrever.

Minha culpa por isso é indescritível em palavras.
Por exemplo, quando estou atrás do palco, as luzes se apagam e o ruído ensandecido da multidão começa, nada me afetava do jeito que afetava Freddie Mercury, que costumava amar, deliciar com o amor e adoração da multidão – o que é uma coisa que totalmente admiro e invejo.

O fato é que não consigo enganar vocês, nenhum de vocês.
Simplesmente não é justo para vocês e para mim.
O pior crime que posso imaginar seria enganar as pessoas sendo falso e fingindo que estou me divertindo 100 por cento.

Às vezes acho que eu deveria acionar um despertador antes de entrar no palco. Tentei tudo que está em meus poderes para gostar disso (e eu gosto, Deus, acreditem-me, eu gosto, mas não o suficiente).

Me agrada o fato de que eu e nós atingimos e divertimos uma porção de gente.
Devo ser um daqueles narcisistas que só dão valor às coisas depois que elas se vão.
Eu sou sensível demais.

Preciso ficar um pouco dormente para ter de volta o entusiasmo que eu tinha quando criança.

Em nossas últimas três turnês, tive um reconhecimento por parte de todas as pessoas que conheci pessoalmente e dos fãs de nossa música, mas ainda não consigo superar a frustração, a culpa e a empatia que tenho por todos.
Existe o bom em todos nós e acho que eu simplesmente amo as pessoas demais, tanto que chego a me sentir mal.

O triste, sensível, insatisfeito, pisciano, pequeno homem de Jesus.

Por que você simplesmente não aproveita? Eu não sei! Tenho uma esposa que é uma deusa, que transpira ambição e empatia, e uma filha que me lembra demais como eu costumava ser, cheia de amor e alegria, beijando todo mundo que encontra porque todo mundo é bom e não vai fazer mal a ela.

Isto me aterroriza a ponto de eu mal conseguir funcionar.

Não posso suportar a idéia de Frances se tornando o triste, autodestrutivo e mórbido roqueiro que eu virei.
Eu tive muito, muito mesmo, e sou grato por isso, mas desde os sete anos de idade passei a ter ódio de todos os humanos em geral.

Apenas porque parece muito fácil se relacionar e ter empatia.

Apenas porque eu amo e sinto demais por todas as pessoas, eu acho. Obrigado do fundo de meu nauseado estômago queimando por suas cartas e sua preocupação ao longo dos anos. Eu sou mesmo um bebê errático e triste!

Não tenho mais paixão, então lembrem, é melhor queimar do que se apagar aos poucos. Paz, Amor, Empatia. Kurt Cobain.

Frances e Courtney, eu estarei em seu altar.
Por favor vá em frente Courtney, por Frances.
Por sua vida, que vai ser mais feliz sem mim.

EU TE AMO, EU TE AMO!"

(Courtney era sua esposa e Frances sua filha, que hoje trilha um  caminho muito parecido com o do pai.)
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sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Armadura da depressão...

Armadura da depressão...

Imagine se você acordasse um dia preso em uma armadura de ferro.
Ela permite se movimentar...
Você pode observar o mundo a sua volta através de lentes opacas.
Dentro dessa armadura há espinhos que te machucam constantemente. Numa onda incessante de dor que lhe impede de manter a sensatez.
As dores são quase constantes, agudas. Raramente há um alívio e você quase esquece da armadura...
Mas ela está ali, te impedindo de viver o mundo a sua volta, de sentir o prazer do vento, o calor do sol, o toque de uma criança, o cheiro de uma flor, a alegria de uma festa...
A qualquer momento um espinho te atinge e vc esquece sonhos, abandona planos, fica com raiva de quem mais te ama, agride, anula a criatura boa que etá dentro daquela armadura e se torna uma besta encurralada, perigosa e sem escrúpulos!
E o tempo passa!
E Você acaba se acostumando com a armadura.
Não vive, sobrevive de migalhas de alegria, mergulhado até o pescoço na angustia, ansiedade, medo, ódio, insegurança, escuridão.
Um dia, após longos trinta anos dentro dessa armadura, vc se pergunta se todos vestem armaduras iguais a sua.
Todos terminam o que começam, planejam, sonham, acreditam, lutam, agem da forma que você deveria agir e não consegue. São tão normais, felizes, como conseguem com aquela dor da armadura?
E busca a verdade...
E buscando descobre que nem todos usam essa armadura.
E descobre que ela é uma doença...
Descobre que viveu mais de trinta anos da sua vida dentro de uma armadura, perdeu sua infância, adolescência, juventude, vendo e sentindo o mundo de forma errada
Você procura alguém que possa te ajudar a tirar essa armadura pois você não aguenta mais, teu sonho é morrer, deixar de existir, desaparecer da face da terra.
E você começa então a tentar arrancar essa armadura que de tanto ser usada já se entranhou em sua carne. O processo é doloroso, as vezes você chega a se perguntar se vale a pena...tem vontade desistir...mas a pessoa boa que vive nessa armadura é guerreira, não desiste e continua mesmo que toda sua alma esteja rija de dor e angustia.
Sete anos se passam e apesar de todas as ferramentas e esforço dos especialistas a armadura resiste, cada vez mais deformada e dolorida.
E Hoje você levanta arrastando a sua armadura e vai buscar mais uma vez a liberdade. Outro grande sábio resolveu te ajudar...ainda há esperança!

Esta é a minha história...
Vivo dentro dessa armadura chamada transtorno de personalidade...
Espero que tenham entendido o que acontece comigo através dessa metáfora...não posso perder tempo, tenho uma armadura a destruir e vou tentar mais uma vez!
Que Deus me ajude!
(Beto)
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