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quinta-feira, 5 de maio de 2011

A farsa Obama x Osama




Espero que não seja processado pelo Aluizio Amorim por publicar este artigo do seu blog, mas não pude me conter. 

É brilhante, debochado e esclarecedor, aproveitem e deixem que a barra eu seguro!


O GOLPE MIDIÁTICO DE OBAMA

Stefano di Pastena, leitor deste blog traduziu um artigo da jornalista americana Ann Coultner a respeito a respeito da morte de Bin Laden e postou como um comentário no post abaixo.

Resolvi transformar o artigo neste post porque o comentário de Coultner além de ser sarcasticamente delicioso desnuda o governo de Barack Obama e denuncia o que já tinha afirmado aqui sobre a rocambolesca caçada ao terrorista, transformada em golpe midiático para alavancar a candidatura de Obama à reeleição. 

Coultner também aponta o tratamento condescendente da grande imprensa e seus jornalistas militantes do esquerdismo que desta vez dispensaram a Obama tratamento muito diferente daquele que utilizavam em relação George W. Bush embora tenham se socorrido de um conjunto de informações graças às iniciativas do governo Bush!  O título original do artigo é 'Da próxima vez, vá de Fedex'. Vale a pena ler:

A CIA intensificou a busca por Osama bin Laden na semana passada, depois de enjoar da cobertura do casamento real - assim como todos nós.


Operações da inteligência americana localizaram Osama seguindo seus mensageiros de confiança, cujos nomes foram dados por membros da Al-Qaeda durante interrogatórios barra-pesadas da CIA, ainda no governo Bush.


Sim, os interrogatórios infinitamente denunciados por todo o Partido Democrata e a grande mídia.


O mais procurado terrorista do mundo estava vivendo em uma mansão decadente em um condomínio fechado nos arredores de Islamabad. Demorou cinco anos para a CIA descobrir o código de quatro dígitos para abrir o portão.


Uma pista importante que faltou foi saber que Osama estava vivendo na Rua das 72 Virgens. Ele ainda poderia estar vivo hoje se não tivesse emprestado ao seu vizinho um lançador de foguetes, nunca devolvido.


Os poderosos SEALs da Marinha não só meterem uma bala na cabeça de Osama, mas também levaram seus computadores, cds e hd’s. Até agora, o que se revelou é que Osama baixou os filmes "Rendição", "No Vale das Sombras", "Fahrenheit 9/11" e "Simplesmente Amor".


Você pode imaginar o que está nos discos rígidos de Osama? Quero dizer, além da pornografia com cabras. As calças estão molhando em toda a hierarquia militar do Paquistão.


O New York Times relata que o ataque que matou Osama está sendo brutamente denunciado pela televisão paquistanesa como uma violação da soberania daquele país. Osama, dizem nossos queridos aliados, não era um terrorista, nem a Al-Qaeda sempre foi hostil ao Paquistão - ao contrário dos Estados Unidos, que eles chamam de "um inimigo do Paquistão e dos muçulmanos."


O único país islâmico que festejou abertamente a morte de Bin Laden foi o Iraque. De acordo com relatos, emissoras de TV estão tratando o ataque como uma grande vitória para o país - a batalha final de uma guerra que foi travada principalmente por iraquianos em solo iraquiano. Eles vêem o fim de Bin Laden como triunfo pessoal na guerra contra o terrorismo islâmico.


Da mesma forma, quando houve uma explosão de violência em todo o mundo muçulmano, em resposta a algumas caricaturas em um jornal dinamarquês em 2006, adivinhem em qual nação islâmica manteve-se a placidez total? Novamente: o nosso valente Iraque. (Parece que os Marines, em seu meio, tem algum tipo de influência calmante).


É ótimo que nós tenhamos acabado com bin Laden, mas se a última administração democrata tivesse feito seu trabalho, não teria havido nenhum Osama bin Laden e nenhum ataque do 11 de Setembro, para começar.


Presidentes democratas estão sempre muito ocupados com a redistribuição da riqueza em casa, para dedicar uma atenção especial aos nossos interesses no exterior.


Obama começa a colher os frutos das políticas de terrorismo da Era Bush - as políticas que ele, seus colegas democratas e a grande mídia histericamente denunciaram na época - enquanto Reagan e Bush tiveram que que lidar com as consequências da política iraniana de Carter e a política de Bin Laden, com Clinton.
De acordo com Michael Scheuer, que dirigiu a unidade Bin Laden da CIA por muitos anos, o presidente Clinton teve de oito a dez chances para matar ou capturar Bin Laden, mas se recusou a agir apesar de Bin Laden ter declarado guerra publicamente aos Estados Unidos e efetuado vários atentados terroristas contra nós, assassinando centenas de americanos.

O diretor da CIA à época, James Woolsey, não se encontrou cara a cara nem uma vez sequer com Clinton – uma bela diferença com Monica Lewinsky, que teve cerca de uma dúzia de encontros cara a cara - ou cara a algo - com o presidente.


É por isso que Sandy Berger, assessor de segurança nacional de Clinton, foi pego roubando documentos do Arquivo Nacional, durante as audiências da Comissão do 11 de Setembro.


Bush teve que lidar com a bomba-relógio deixada por Bill Clinton.


Todos os presidentes têm de lidar com a bomba-relógio da aceitação passiva de Carter ante a revolução iraniana, em 1979, dando à loucura islâmica seu primeiro patrocinador nacional.


Quantas bombas-relógio estão sendo preparadas ao redor do mundo pelo nosso atual presidente democrata?


A cartilha democrata de abordagem global para a segurança norteamericana é inutilmente usar a nossa influência e nossos militares ao redor do mundo - na Líbia, Egito e Afeganistão - sem nenhum propósito evidente que diga respeito à segurança nacional.


Graças ao nosso presidente irresponsável, a maioria do Oriente Médio está se degenerando em um enorme pântano terrorista.


A Irmandade Muçulmana está emergindo como um novo poder no Egito, Tunísia, Iêmen e Líbia. Enquanto isso, o movimento de "democracia" na Síria parece que acabará com o presidente Bashar al-Assad ganhando mais poderes, depois que ele matar o número suficiente de seus próprios concidadãos para lembrá-los do porquê é seu presidente.


Todos esses países estão se tornando piores do que eram antes.


Mas o legado de George W. Bush - Iraque - vai estar lá, por conta própria, como único ponto de luz em um mar de escuridão islâmica. E a grande mídia vai martelar sobre como é tranqüilizador agora que temos um presidente "pensador" na Casa Branca, em vez de um cowboy.

Brilhante não??!!

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quarta-feira, 6 de abril de 2011

Usina de Belo Monte - A OEA estará mesmo preocupada com nossos índios?



O diretor-geral da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), Nelson Hubner, criticou nesta terça-feira o pedido da OEA (Organização dos Estados Americanos) por medidas cautelares contra a usina hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu (PA), e em favor das comunidades indígenas locais.

O projeto da hidrelétrica prevê a construção de uma barragem principal no Rio Xingu, localizada a 40 km abaixo da cidade de Altamira, no Sítio Pimental, sendo que o Reservatório do Xingu, localiza-se no Sítio Bela Vista. A partir deste reservatório, a água será desviada por canais de derivação que formarão o reservatório dos canais, localizado a 50 km de Altamira.

O trecho do Rio Xingu entre o Reservatório do Xingu e a casa de força principal, correspondente a um comprimento de 100 km, terá a vazão reduzida em decorrência do desvio dos canais. Este trecho foi denominado pelo Relatório de Impacto Ambiental como Trecho de Vazão Reduzida. Prevê-se que este trecho deverá ser mantido com um nível mínimo de água, variável ao longo do ano. Este nível mínimo será controlado pelo Hidrograma Ecológico do Trecho de Vazão Reduzida, e tem como finalidade assegurar a navegabilidade do rio e condições satisfatórias para a vida aquática.

Serão construídas duas casas de força, a principal e a complementar. A primeira será construída no Sítio Belo Monte e terá uma potência instalada de 11 mil MW. A complementar será construída junto ao Reservatório do Xingu com potência instalada de 233,1 MW.

A área inundada pertence a terras dos municípios de Vitória do Xingu (248 km2), Brasil Novo (0,5 km2) e Altamira (267 km2).

Parte considerável das terras a serem inundadas corresponde às cheias anuais do rio, conforme relatado no EIA (Estudo de Impacto Ambiental).

Apesar de todos esses cuidados, em documento de 1º de abril, a Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA solicita que 'se impeça qualquer obra de execução até que sejam observadas condições mínimas'.

Entre essas condições estão uma nova consulta com as comunidades indígenas locais, que devem ter acesso a um estudo do impacto socioambiental da obra, e a adoção de 'medidas vigorosas para impedir a disseminação de doenças' entre os índios.

O documento é assinado por Santiago Canton, secretário-executivo da comissão de direitos humanos.

O Itamaraty chama pedidos da OEA por Belo Monte de "injustificáveis".

"A OEA não tem nada a ver com isso, conhece muito pouco do processo de licenciamento brasileiro para dar um parecer desses", disse Hubner, diretor-geral da Aneel, que defendeu o processo de discussões com a comunidade indígena, desde a década de 80, feito para a construção do empreendimento.

Segundo o diretor, foram feitas reuniões com todas tribos indígenas, audiências públicas na cidade, com grande participação de representantes da sociedade e de comunidades indígenas.
"Todos os processos foram cumpridos com o rigor da legislação brasileira. Isso já foi questionado em ações do Ministério Público, e a Justiça Brasileira considerou que todos os aspectos foram atendidos no processo, tanto que todas as liminares foram derrubadas e as obras foram autorizadas a serem iniciadas", afirmou.

Pense comigo:
Os países que agora tentam nos impedir de construir uma usina "limpa", são os mesmos que fecham os olhos para a construção das usinas nucleares, como a de Fukushima, por exemplo.
Eles massacraram todos os seus índios, destruiram suas florestas, bem como a vida animal nativa dos seus respectivos países e nunca nos perguntaram nem pediram permissão.

Infelizmente, a realidade é que eles acreditam mais no potencial do Brasil do que nós, brasileiros.
E estão se borrando de medo!

Estes são os Países Membros da OEA:

Argentina
Bolívia
Brasil
Chile
Colômbia
Costa Rica
Cuba
República Dominicana
Equador
El Salvador
Guatemala
Haiti
Honduras
México
Nicarágua
Panamá
Paraguai
Peru
Estados Unidos
Uruguai
Venezuela
Barbados
Trinidad e Tobago 
Jamaica 
Granada 
Suriname 
Dominica 
Santa Lúcia 
Antigua e Barbuda 
São Vicente e Granadinas 
Bahamas 
São Cristóvão e Nevis 
Canadá
Belize 
Guiana

Qual deles vocês acham que possui cacife e(ou) moral para  interferir nas decisões que só ao Brasil interessam?


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quarta-feira, 19 de maio de 2010

Políticos e fraldas...



Observando as últimas "caquinhas" do Lula e me preparando para escrever algo significativo e que expressasse tudo que penso, fui salvo por minha amiga Aninha Taborda que através de um e-mail, me indicou um texto, publicado na "Tribuna de Imprensa", que me poupou de tamanho trabalho.

O texto claro, preciso e conciso resume tudo que queria dizer e expressa fielmente a minha opinião.


"Três derrotas de Lula, todas no exterior, contundentes:

O forte do presidente, sem dúvida alguma, tem sido a participação nas mais diversas viagens. Recebido por presidentes, reis, rainhas, primeiros-ministros, foi chamado por Obama, de “o cara”.

Ficou arrogante, mais pretensioso do que o normal, considerou que o presidente dos EUA falava sério. Aí não parou mais de discursar, se meteu em tudo sem prudência, recato ou constrangimento.

Por isso, nas três últimas oportunidades, críticas dos mais diversos países. 1 – Apoio incondicional ao ditador do Irã. Como a repercussão foi enorme, explicou, abusando da audácia: “Eu só dei conselhos a ele”.

2 – Foi a Cuba, nenhum absurdo. Mas incoerente, inconsistente e incongruente, que palavra, chamou os oposicionistas que faziam greve de fome de “BANDIDOS”. Normalmente, afirmação inteiramente condenável, principalmente para um homem que foi líder sindical, que liderou várias greves. Não chegou à de fome por desnecessidade ou falta de coragem?

3 – Agora, o mais tenebroso e pernicioso fracasso ao tentar “a paz entre Israel e Palestina”. Desde 1948, com um brasileiro na Secretaria Geral da ONU, o conflito se aprofundou. E 62 anos passados, a crise aumenta seguidamente. Lula foi criticado por todos, até mesmo pelos que o elogiavam. A crise do Oriente Médio, só será resolvida, decidida, terminada, quando se criar o Estado da Palestina, de acordo com a Resolução de 1948.

(O povo de Israel e da Palestina, quer a paz, viver sem medo, desassombradamente. Os políticos não querem, iriam desaparecer).

Lula está em queda vertical no exterior. E além de não pacificar judeus e palestinos, tumultua a pretendida ou admitida eleição para secretário geral da ONU. O que parecia certo, não parece mais.

Credibilidade e transferência

Está muito bem, segundo pesquisas que não ganham eleições, mas servem como ponto de referência. Lula apresenta 83 por cento de popularidade. Não vamos discutir. Mas tudo que têm colocado na conta eleitoral de Dona Dilma, já vem do espólio ou da herança de Lula.

Pequisa de grandes institutos, nos EUA

1960: Nixon, ex-senador e 8 anos vice-presidente de Eisenhower, aparecia como franco favorito. Perdeu para o senador John Kennedy.

1968: Novamente candidato depois de 8 anos dos Democratas no Poder, Nixon não foi nem considerado ou cogitado, ganhou a eleição. (O editorial do New York Times, comentando essa vitória, histórico em matéria de lamento e amargura)."

Como já disse o grande escritor luso, Eça de Queiroz:

"Os políticos e as fraldas devem ser mudados frequentemente e pela mesma razão."




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terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Estupro e mutilação sexual são usados como arma de guerra, e ninguém faz nada!



Na República Democrática do Congo a violência sexual de mulheres, crianças e até homens, vem sendo usada como arma de guerra há mais de uma década. Entretanto o mundo observa este genocídio com desprezo...


Tudo começou em Ruanda, país vizinho ao Congo em 1994. Estima-se que 250 mil mulheres tenham sido estupradas e torturadas sexualmente durante os 100 dias de genocídio.

Funcionários da ONU disseram que os estupros mais sádicos são cometidos por assassinos depravados que participaram do genocídio de 1994 em Ruanda, escapando em seguida para o Congo. Esses ataques deixaram milhares de mulheres com suas partes internas destruídas.
Dezenas de milhares de mulheres, possivelmente centenas de milhares, foram estupradas e mutiladas nos últimos anos como demonstração de força...A idade não importa, de crianças de 3 anos de idade a senhoras de 75 anos todas são vítimas dos rebeldes vindos de Ruanda. A prática já se espalhou tanto pelo país, que agora até civis do Congo participam das barbáries.


E muitos desses estupros foram marcados por um nível de brutalidade chocante, até mesmo para os distorcidos padrões de um local assombrado por senhores da guerra e soldados infantis entupidos de drogas.

Para muitas vítimas, as principais conseqüências dessas violações são as doenças sexualmente transmissíveis, como HIV e Aids. Em 2003, organizações humanitárias apresentaram um relatório onde se podia ler que, muitas vezes, a transmissão de doenças sexuais era o principal objetivo desses estupros.
Conseqüências
Muitas mulheres ainda sofrem com problemas de fístulas que provocam uma evasão incontrolável de líquidos pelo canal vaginal.
Para o médico Jonathan Lusi, que passou muitos anos operando vítimas de estupros de guerra, em Goma, no Congo, em uma primeira instância, pensou-se que as fístulas eram provocadas por partos mal-feitos.

Depois, ele e sua equipe descobriram que esses abscessos eram formados pelos estupros coletivos, que acabavam por destruir o canal genital das mulheres.
De acordo com a escritora e psicóloga ruandense, Esther Mujawayho, as vítimas, em sua maioria, são rejeitadas por suas famílias e comunidades.
"Muitas pessoas simples não querem nem ouvir falar desses crimes sexuais e se fecham, horrorizadas com o fato".

Esta rejeição de mulheres vitimadas acaba provocando a desintegração da própria comunidade e acaba repercutindo economicamente para essas comunidades, segundo Venantie Bisimwa, secretária-executiva de uma organização que luta pelos direitos dessas mulheres, com sede na cidade congolesa de Bikavu, no leste do país.
De acordo com Bisimwa, as mulheres estupradas se tornam doentes e depressivas, parando de trabalhar, o que significa paralisia nas atividades agrícolas.
Elas acabam não tendo nada para vender nos mercados, locais onde, geralmente, acontecem esses estupros, acrescentou Venantie Bisimwa. O resultado é o desastre financeiro para a família da vítima.

Cenas comuns no Congo:


Mulher sendo estuprada e mutilada.

Estupro e assssinato.

Quando chegou à clínica, a mulher levava um saco de plástico. Contou que andava à procura das suas filhas pequenas já há algum tempo. Dirigiu-se ao chefe da milícia na aldeia e perguntou-lhe se ele tinha visto as meninas. Ele riu-se dela e disse: “Comeste todos os dias. Achas que sacrificamos cabras?”, e deu-lhe os ossos. Desde então ela leva no seu saco de plástico os dois pequenos crânios, os restos das filhas.

Outra mulher levantou a saia. Entre jorros de sangue e pus apareceu o filho, estava grávida de seis meses. Tinha sido violada várias vezes por muitos homens. Todo o seu ventre era uma ferida enorme e terrível. O bebé entrou imediatamente na sala de operações. Não sobreviveu.

As cenas que ocorrem no pavilhão para mulheres violadas do Hospital de Panzi, da cidade congolesa de Bukavu, em algumas ocasiões ultrapassam o imaginável. Não são raros os casos de mulheres que, após terem sido violadas, levam um tiro na vagina. 

Uma mulher foi violada e o marido obrigado a assistir, depois os homens armados despedaçaram o marido vivo e obrigaram a mulher a comer os genitais.

“Há dez anos que só consigo dormir com soníferos” – conta Christine Schuler-Deschryver, que se ocupa do pavilhão das mulheres do Hospital de Panzi por encargo da Sociedade alemã para a Cooperação Técnica (GTZ). “Isto não é uma guerra, é terrorismo sexual.”

Mas o pior é que:
Apesar de todo este horror, desde as eleições de 2006, no Congo há oficialmente paz e democracia, por isso o caos em Kivu é um problema que se destaca ainda mais.

É um escândalo. A comunidade internacional, que hoje lamenta em público sem reservas a sua passividade durante o genocídio ruandês, no Congo permanece agora de braços cruzados perante os sucessores ativos daquele genocídio. 

Quando é que esses países que se dizem desenvolvidos e civilizados, como França e Bélgica, responsáveis pela colonização do Congo e de Ruanda, e portanto, participantes diretos nessa tragédia, vão tirar a mão dos olhos, metê-las no bolso e dar um basta a essas atrocidades?


Será necessário que aconteça um terremoto como o que aconteceu no Haiti para que o mundo olhe para esses infelizes humanos que tiveram o azar de nascerem nesses países sem lei?

Como disse a responsável pela enfermaria das mulheres do Hospital de Panzi:  “Isto não é uma guerra, é terrorismo sexual.”



Sinceramente, eu não consigo entender!!!

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sábado, 23 de janeiro de 2010

EUA "ocupa" o Haiti novamente ou é só ajuda humanitária?


No dia 12 de janeiro, um terremoto de magnitude 7 devastou o país mais pobre das Américas e colocou o mundo todo em alerta. Nos dois primeiros dias após o tremor, as doações anunciadas ao Haiti correspondiam a mais de um terço de seu orçamento anual, e muito mais foi dado e prometido depois. Além de dinheiro, muitos países enviaram equipes de resgate, mantimentos e soldados.


O Brasil, que antes do terremoto já liderava o braço militar da Força da ONU para Estabilização do Haiti (Minustah, na sigla em francês), mantém 1.300 militares no país. O governo também enviou aviões com mantimentos e equipes de bombeiros. O ministro da Defesa, Nelson Jobim, pediu ao Congresso autorização para dobrar o efetivo brasileiro no país.


Mas algo de pôdre começou a pairar no ar, além do mal cheiro das ruas de Porto Príncipe, na terça-feira.
Centenas de haitianos presenciaram 7 dias após a tragédia, entre reações de resignação ou revolta, à impressionante aterrissagem de vários helicópteros das tropas americanas no Palácio Presidencial, num ato considerado por muitos como uma perda da soberania.




"Isso é uma ocupação. O Palácio do país representa nosso poder, é o nosso rosto, nosso orgulho", critica Feodor Desanges.

"Não os vi distribuindo comida no centro da cidade, onde as pessoas precisam urgentemente de água, alimentos e medicamentos. Isso mais parece uma ocupação", protesta Wilson Guillaume, estudante haitiano de 25 anos.

Uma hora depois de chegar, um grande grupo de soldados partiu na direção do hospital geral da capital, para iniciar as operações de segurança.


Ao passar, foram recebidos por uma mistura de gritos de "bem-vindos" e "obrigado" por "voltem pra casa" e "não nos ocupem".

Para Herold Line, professor haitiano, o problema não é os Estados Unidos ocuparem o palácio presidencial e sim se começarem a estender a ocupação pela cidade.

"O que importa é que nos ajudem a reconstruir o Estado e as instituições públicas, que são inexistentes", explica.

A história dos EUA com o Haiti já é antiga!

O Pentágono jogou com todo o simbolismo firmemente plantado no imaginário popular dos haitianos.
Em 15 de outubro de 1994, no mesmo local, outros Black Hawk idênticos trouxeram de volta, como a um messias, o ex-presidente Jean Bertrand Aristide para recolocá-lo na cadeira presidencial (tutelado pelos EUA), depois de ele ter sido afastado por militares da velha guarda militar duvalierista em um golpe de Estado, ao qual Washington tampouco esteve alheio. Aristide, na época, era quase uma divindade.

O que aconteceu depois com seu governo é outro assunto.

A chegada dos soldados procurou ser transmitida como o desembarque dos mocinhos, que vieram para salvar o Haiti. No fundo, o que eles fazem no Haiti é ocupar, assumir, controlar. O histórico de intervenção norte-americana no país gera desconfianças sobre seus interesses na tal "ajuda humanitária" e até quando pretendem ficar no país.







Como as forças americanas não são submetidas ao comando das Nações Unidas, criou-se um desgaste entre as forças americanas e militares dos diversos países que atuam no Haiti - que acusam os EUA de novamente "ocuparem" o Haiti e tumultuarem operações complexas, como o resgate de vítimas.

No mesmo dia do desmbarque cinematográfico, durante a megaoperação de resgate de 80 vítimas soterradas sob os escombros do Hotel Montana, que envolveu quase 150 homens de nove países, o comandante-geral do Exército chileno, general Ricardo Toro, desabafou com a equipe brasileira. "Os americanos não dão mais palpites aqui e acabou-se a confusão. Quem manda aqui sou eu", disse o chileno.

Os EUA afirmam que a principal missão dos soldados é humanitária, para participar e ajudar a proteger a enorme operação internacional de ajuda às vítimas do terremoto. No entanto, comandantes americanos também têm dito que estão preparados para impor a segurança na capital, caso necessário.

A irritação disfarçada da ONU


Oficialmente, panos quentes. Nos bastidores, uma guerra. A operação americana no Haiti tem causado desconforto ONU e a entidade é agora obrigada a declarar que o país ainda é "um Estado soberano". Quase 70% do orçamento da ONU para o Haiti vêm de Washington e é a bandeira americana que está hasteada no aeroporto de Porto Príncipe.

Um dia antes, o ministro da Cooperação do presidente Nicolas Sarkozy, Alain Joyandet, protestou na ONU e exigiu que os EUA esclarecessem seu papel no Haiti. "Precisamos ajudar o Haiti, não ocupá-lo", disse. A forma de trabalhar dos americanos irritou, já que estão atuando como se estivessem em um local em guerra.

A ação mais criticada foi a decisão americana de lançar alimentos de helicópteros em algumas regiões, como se o desembarque fosse perigoso. Para a ONU, a imagem que isso passa é a de que a ajuda internacional não tem coragem de ir ao encontro das vítimas.



"Os americanos não estão no Haiti, mas agem com a presunção de que conhecem muito o país", diz um oficial brasileiro, que pede para não ser identificado. "Pedimos a eles, por exemplo, que não realizem operações humanitárias jogando comida de helicópteros porque isso só cria violência e estresse entre a população de desabrigados", completa.

Segundo ele, a maneira correta é organizar distribuições por terra com esquema de segurança, usando mulheres para distribuir os alimentos porque, no Haiti, a figura feminina é respeitada como símbolo materno.

Posando para a mídia


"A insistente tentativa das equipes dos EUA de funcionar como comando em todas as operações é extremamente desgastante. Poucas missões ocorrem sem bate-bocas. E o que é pior: em operações de resgate de sobreviventes, eles insistem em assumir na hora da retirada da pessoa, para que a mídia possa flagrar o momento", conta um militar do México.


Da parte do governo haitiano, se é que se pode dizer que há governo no Haiti,  a ordem dada foi a de que todo os seus diplomatas pelo mundo insistissem que o governo existe e não há conflito diante da presença militar americana. "Muita gente falou que o governo desapareceu. Não é verdade", afirmou o embaixador do Haiti na ONU, Jean Claude Pierre.

Sobre a bandeira americana que tremula no aeroporto da capital, Pierre tem uma explicação. "Isso foi um acordo entre nosso governo e os americanos. Não temos Exército e precisamos de soldados", disse.

Aeroporto Controlado

Além dessa presepada cinematográfica que os estadunidenses adoram, desde domingo (17), o representante dos Estados Unidos no Haiti, o ex-presidente Bill Clinton, ordenou que o aeroporto fosse evacuado, só permitindo a presença de militares e de funcionários estadunidenses. A justificativa foi a manutenção da ordem.


A prioridade no aeroporto, desde então, passou a ser o embarque dos estadunidenses que vivem no Haiti. Eles representam a maior comunidade estrangeira no país. São 45 mil pessoas, e grande parte delas quer deixar o país.

Quinta-feira (21), jornalistas e representantes de organizações de ajuda humanitária e equipes de salvamento que ocupavam uma ampla ala entre as pistas de aterrissagem e a sede provisória da Minustah foram desalojados, enquanto a fila de haitianos e de pessoas de outras nacionalidades que pretendiam sair do país dava várias voltas na entrada do aeroporto.

Louis Billy era um dos haitianos que estavam na fila à espera do embarque. O destino era o que parecia menos importar a ele. “Quero sair daqui, preciso trabalhar para sustentar a minha família, que agora é só esta menina aqui”, mostrava ele. Billy disse que sua mulher morreu no terremoto e que perdeu sua casa

“Quero ir, não importa para onde. Não há mais o que fazer no Haiti”, disse outra haitiana, Évise Evariste, que está desempregada.

Os dois, certamente, ainda estão em solo haitiano.
Quinta-feira (21), a polícia federal norte-americana só permitia o embarque de seus nacionais com passaporte. Uma haitiana com o visto de permanência nos Estados Unidos, o Green Card, não pôde nem entrar no aeroporto. Foi barrada pela polícia norte-americana já na entrada do Toussaint Louverture, nome que homenageia o líder negro herói da independência do país.

Apenas um voo comercial continua operando desde o aeroporto. É uma aeronave da American Airlines que mantém uma linha diária com Miami.

Eu particularmente, sou de opinião que em uma situação como a que vive o Haiti, qualquer ajuda é bem-vinda! Porém diante do histórico dos EUA com o Haiti e outras nações não posso deixar de sentir um arrepio diante das possibilidades.
Se somarmos a tudo isso a forma arrogante como os americanos vem agindo, sem respeito pelas autoridades já presentes no país, como a ONU e a Missão de Paz dirigida pelo Brasil, posso até errar, mas a Águia do Imperialismo Americano está vendo na possibilidade de ocupação do Haiti, razões que só Deus sabe!

                                Montagem com fotos de crianças do Iraque


Já assisti a este filme antes!




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quinta-feira, 26 de novembro de 2009

O mundo segundo os americanos

Uma imagem vale mais do que mil palavras!!!



Fonte
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sábado, 24 de outubro de 2009

Hugo Chavez. Vilão, Herói ou Lunático?


No intuito de opinar de forma imparcial e consistente sobre tão estranha criatura,  me embrenhei em densas matas de visões e opiniões a respeito de Chávez.

Até um cego, acompanhando o BOPE em uma de suas incursões ao Morro dos Macacos, se sentiria menos perdido que eu.

As opiniões sobre o atual presidente da Venezuela são tão apaixonadas e opostas que é quase impossível saber quem detém a verdade!

Entrei em uma montanha russa desgovernada que me levava da admiração beata ao ódio mortal, em fração de segundos!

Mas quem é na realidade Hugo Rafael Chávez Frías?

Espremendo e enxugando todo ranço passional, Chávez torna-se um tenente-coronel de 55 anos, graduado na Academia Militar da venezuela, que resolve, como é de praxe entre grande parte dos militares da América latina, se envolver com a política do seu país.

No dia 4 de fevereiro de 1992, Hugo Chávez, comandando cerca de 300 homens, protagonizou um golpe de estado contra o presidente Carlos Andrés Peréz.

Fracassou no seu intento e foi preso permanecendo encarcerado por 2 anos.

Após ser anistiado, teimoso como uma mula, o tenente-coronel, agora vigiado de perto, funda o Movimento Quinta República, de onde trabalha até conseguir ser eleito em 1998, prometendo a Revolução Bolivariana, que de revolução não tem nada e de Bolivariana muito menos!

A partir daí, o homem eleito duas vezes pela revista Time (2005 e 2006), um dos 100 mais influentes do mundo, segue deixando algumas migalhas que podemos seguir a fim de tentar entendê-lo.

Voltemos no tempo, dezembro de 1982, sob uma árvore centenária, debaixo da qual Símon Bolívar, o libertador da América do Sul do século 19, teria um dia descansado, dois jovens soldados, dois amigos juram "romper os grilhões da oligarquia" para permitir que o povo venezuelano tivesse uma vida livre e justa.

Hoje um desses jovens é Chávez o outro é o prisioneiro mais famoso do país, o general Raul Isaias Baduel, 54, ex-ministro da Defesa e comandante-em-chefe do exército, preso por ordem de Chávez, sob condições no mínimo suspeitas.

Tratando dessa forma seus oponentes, usando o dinheiro da quinta potência petrolífera mundial para financiar sua “Revolução Bolivariana”, Chávez segue uma tortuosa trilha junto com sua “Boliburguesia”, bebendo uísque de 18 anos e dirigindo seus utilitários esportivos norte-americanos luxuosos.

A venezuela nunca foi tão desigual quanto hoje. Caracas é uma das cidades mais violentas do mundo, e a favelização é uma realidade gritante.

No entanto, o som mais alto, que tem feito calar seus opositores e hipnotizado seus apaixonados seguidores, vem dos discursos inflamados de Chávez, passa por sua imagem de “macho”, de sangue latino, que não se curva diante de ninguém e de uma política de auto-promoção nauseante.

Aos domingos, todos os canais são obrigados a transmitir o seu programa de auto-promoção, o "Aló Presidente", bem como uma edição mais curta que é exibida várias vezes por semana. Todas as aparições oficiais do presidente também têm que ser transmitidas, o que permite que Chávez tenha facilmente 20 horas no ar todas as semanas.

E a Venezuela segue sendo governada como se fosse o latifúndio particular desse “revolucionário socialista do século 21”.

Que saudades de revolucionários de verdade!

Termino deixando a pergunta do título sem resposta, só peço que leiam duas frases do grande Che Guevara:



“O verdadeiro revolucionário é guiado por grandes sentimentos de generosidade; é impossível imaginar um revolucionário autêntico sem esta qualidade".

e

"Os grandes só parecem grandes porque estamos ajoelhados!"

Respondam vocês agora:

Vilão, Herói ou Publicitário?


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